Ministério das Relações Exteriores

Sociedade

O boom do e-comércio

Em 2005, 13 milhões de franceses efetuaram uma compra on line. Uma progressão de 44% em relação a 2004. E um volume de negócios que chega a 7 bilhões de euros, contra 4,8 milhões no ano anterior. O comércio eletrônico ainda deve crescer 36% em 2006, atingindo um volume de 9,5 bilhões de euros. Esse aumento, que também compreende o comércio eletrônico entre particulares, explica-se pelo dinamismo da Internet na França: grande acesso em alta velocidade, segurança nas transações financeiras e preços competitivos.

Nadia Khouri-Dagher jornalista


10 de maio, um dia que não deve ser esquecido

Para que o passado escravagista seja mais conhecido e compartilhado por todos, a França escolheu esse dia para comemorar anualmente a abolição da escravatura.

Escolher uma data para comemorar a abolição da escravidão, como previa o artigo 4 da lei Taubira de 10 de maio de 2001, é, sem dúvida, uma forte ação. Único país que adotou um texto no qual a escravidão é classificada como um crime contra a humanidade, a França também é, hoje, o primeiro grande país ocidental a comemorar, oficialmente e de maneira explícita, a abolição dessa prática. À exceção, com efeito, do “black story month”, mês de fevereiro no qual os Estados Unidos evocam a herança negra americana, ou do dia 23 de agosto, declarado oficialmente como Dia Internacional da Lembrança do Tráfico de Negros e de sua Abolição pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1988, em comemoração à insurreição dos escravos de Santo-Domingo, no Haiti, na noite de 22 para 23 de agosto de 1791.

O dia 10 de maio de 2006 inaugurou, portanto, o dia da memória do tráfico de negros, da escravidão e de suas respectivas abolições e viu florescerem comemorações na metrópole, no além-mar e no continente africano.

Mas, se “a grandeza de um país significa assumir sua história, com suas páginas gloriosas mas também suas páginas obscuras”, é necessário também que se criem instrumentos para a construção de um presente mais lúcido e um futuro melhor. Nessa perspectiva, foi previsto que o tema da escravidão encontre seu justo lugar nos próximos programas escolares, que seja criado um Centro Nacional de Pesquisa, tanto para os pesquisadores quanto para o grande público e que uma iniciativa européia e internacional possa punir as empresas que praticarem novas formas de escravidão, como o trabalho forçado e o trabalho infantil.


Na capa do suplemento de fim-de-semana do jornal Le Monde, um dossiê sobre "A questão negra. A França, a escravidão e a colonização".