| Reunião
de cúpula França-Oceania

Polinésios à
espera do Presidente francês Jacques
Chirac, em sua visita a Bora-Bora,
durante a reunião França-Oceania,
em julho de 2003.
Em junho
deste ano, a França homenageou duplamente
a Oceania ao inaugurar em Paris o museu Quai
Branly e sediar a segunda Reunião de
Cúpula França-Oceania.
Não
nos enganemos, o “paraíso”
da Oceania também tem que enfrentar
os desafios do século XXI: aquecimento
global, degradação dos recifes
de corais, elevação no nível
dos oceanos que ameaça, inclusive,
a própria existência de alguns
países, preservação dos
recursos naturais e do patrimônio turístico…
Nesse
contexto, a Reunião de Cúpula
França-Oceania, presidida pelo presidente
Jacques Chirac, teve como objetivos consolidar
as relações entre os países
da Oceania, fortalecer a estabilidade da região
e garantir uma melhor coordenação
da ajuda para o desenvolvimento interno do
Pacífico por Austrália, França
e Nova Zelândia, mais a União
Européia.
Essa reunião,
que havia sido anunciada pelo Presidente da
República no momento da primeira reunião
França-Oceania em Papete, em julho
de 2003, concentrou-se, em 2006, nos diferentes
aspectos da estabilidade – política,
econômica e do meio-ambiente –essencial
para a região do Pacífico. Conforme
indicou em 2003, a França dobrou o
crédito dos Fundos do Pacífico,
que ultrapassaram os 3 milhões de euros
em 2005.
Cooperação
e ajuda para o desenvolvimento
A Reunião
de Cúpula de Paris, em 26 de junho
de 2006, mostrou que a implementação
e o sucesso dos projetos e das iniciativas,
já propostos por nosso país,
puderam realizar-se graças ao engajamento
e a cooperação da França
e de seus três territórios na
Oceania(1) ,
além dos dezesseis países da
região do Pacífico(2)
. Assim, foi assinada uma declaração
que trata do controle e da luta contra a pesca
ilegal por França, Austrália
e Nova Zelândia, em abril de 2006, beneficiando
os países da região. A cooperação
intensificou-se também na área
da luta contra as catástrofes naturais
e humanitárias (acordo FRANZ), enquanto
tem prosseguimento a cooperação
nas áreas da pesquisa (o Congresso
da Pesquisa Francesa, realizado em Nouméa
em 2004, prosseguirá em Papete, em
2006), da saúde e das ciências
humanas.
Em relação
à saúde pública, destaca-se
o programa “Prepare” desenvolvido
por França e Nova Zelândia, em
conjunto com a Organização Mundial
de Saúde (OMS) para o tratamento das
epidemias transmissíveis, bem como
o programa franco-australiano para a prevenção
das doenças sexualmente transmissíveis
e da aids, que atinge Papua-Nova Guiné
de forma bastante grave.
A preservação
do meio ambiente e da biodiversidade na Oceania
também foi tema de destaque durante
a reunião. Como, por exemplo, o projeto
Santo 2006 sobre a biodiversidade terrestre,
iniciado este ano em Vanuatu, ou a continuação
da iniciativa francesa pela proteção
dos recifes de corais (Crisp).
Finalmente,
como a Oceania é um “berço
de imensas e fortes culturas que, apesar de
intensas, estão em perigo como muitas
culturas no mundo”, essa segunda reunião
reafirmou a necessidade de se preservar e
promover a diversidade cultural própria
à Oceania dando início a várias
ações nos setores científico,
universitário e lingüístico.
(1) Polinésia
Francesa, Nova Caledônia, Wallis e Futuna
(2) Austrália,
Ilhas Cook, Fidji, Kiribati, Ilhas Marshall,
Estados Federados da Micronésia, Nauru,
Nova Zelândia, Niue, Palau, Papua-Nova
Guiné, Ilhas Salomão, Samoa,
Tonga, Tuvalu e Vanuatu.
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